Rosa Mística Pinhal

ROSA MÍSTICA PINHAL

PARÓQUIA DO DIVINO ESPÍRITO SANTO E
NOSSA SENHORA DAS DORES
Rosa Mística Pinhal

ROSA MÍSTICA PINHAL​

PARÓQUIA DO DIVINO ESPÍRITO SANTO E NOSSA SENHORA DAS DORES

A Paróquia

Párocos

1- Padre Manoel José de Faria Cardoso (1851-1852)

Conhecido pela alcunha de “Chapéu de Junco”, o Padre Manoel José de Faria Cardoso foi quem, em 25 de dezembro de 1851, celebrou a primeira missa em solo pinhalense. A pedido de Romualdo de Sousa Brito veio para, durante o período de uma semana, oficiar o culto divino, fazendo-o até 1 de janeiro de 1852. Segundo Monsenhor Augusto Alves Ferreira, este sacerdote de importância ímpar para nossa história tem seus restos mortais sepultados na sacristia da Igreja Matriz.   

2- Padre José Bento da Costa (1854-1855)

Padre José Bento da Costa foi trazido para Pinhal em 1854 pelo boiadeiro Joaquim Ruivo. Foi ele o responsável pela organização do abaixo assinado que solicitava ao então Bispo de São Paulo, Dom Antônio Joaquim de Melo, a elevação da Capela do Pinhal a Curato, permanecendo em Pinhal até 1856.

3- Padre Tristão Carneiro de Mendonça (1856-1857)

Foi o primeiro padre a efetuar registros sobre batizados e óbitos da Capela do Pinhal, datados entre 11 de julho de 1856 e 26 de janeiro de 1857. Pelo fato de que a primitiva capela ainda não havia sido elevada a Curato, os assentos foram feitos num caderno e, posteriormente, foram reescritos nos livros pelo sucessor do Padre Tristão.

4- Padre José Mariano da Silva Macaré (1857-1867)

Em 02 de abril de 1856 o Bispo de São Paulo, por provisão, elevou a primitiva Capela a Curato. Foi, portanto, o Padre José Mariano da Silva Macaré, natural de São Paulo, que chegara a Pinhal alguns meses antes, o primeiro Capelão da Capela Curada.  Com a criação da Paróquia do Divino Espírito Santo e Nossa Senhora das Dores do Pinhal em 24 de março de 1860, o Padre Macaré tornou-se o primeiro detentor do título de Vigário (ou Pároco) de Pinhal. Faleceu em nossa cidade em 1867, e, de acordo com o “Almanaque de Pinhal” do redator Antonio Tomaz Pacheco Lessa “elle morreo pauperrimo, sendo sepulto no seio da Egreja, sob cuja nave jazem as suas cinzas. Elle amava esta terra, como si aqui fosse seu berço, do mesmo modo que foi o seu tumulo”.

5- Padre Francisco Saraiva de Miranda (1867-1871)

Segundo a obra “Divino Espírito Santo e Nossa Senhora das Dores”, de autoria de Roberto Vasconcellos Martins, o Padre Francisco Saraiva de Miranda era um homem de aspecto avermelhado. Foi a este sacerdote que Romualdo de Sousa Brito, fundador da Capela e da cidade onde se localiza nossa Paróquia, confiou a redação de seu testamento.

6- Padre Francisco Candido Correia (1871-1874)

O Padre Francisco Candido Correia, natural de Bragança Paulista – SP foi batizado naquela cidade em 14 de setembro de 1840, filho de Bernardo José de Camargo e de Cândida Maria do Espírito Santo. Recebeu o diaconato em 28 de janeiro de 1866 e foi ordenado padre em 13 de janeiro de 1867. Solicitou sua transferência de Pinhal em 12 de janeiro de 1874.

7- Padre Agostinho Gomes da Costa (1874, 1879-1880, 1887)

Natural de Vizeu, Portugal. Em todos os registros o Padre Agostinho Gomes da Costa aparece como encarregado da paróquia. Quando o pároco se ausentava, o Padre Agostinho assumia interinamente a paróquia, como ocorreu nos anos de 1874, 1879 a 1880 e 1887.

8- Padre Antônio Bento Barbosa (1874-1875)

Assumiu a paróquia interinamente durante alguns meses por ocasião da saída do Padre Francisco Cândido Correia.

9- Padre José Joaquim do Prado (1875-1878)

Natural de Curitiba – PR foi batizado em 14 de outubro de 1828. Apesar de ter recebido a portaria nomeando-o pároco e ter, em março de 1875, negado alegando ter gastrite e não poder cuidar de uma paróquia sem coadjutor, em agosto de 1875 já estava prestando essenciais serviços aos doentes e angariou fundos para adquirir paramentos para a Igreja Matriz. 

10- Padre Gaudêncio Ferreira Pinto (1878)

Ocupou o cargo de pároco durante alguns meses do ano de 1878.

11- Monsenhor Dr. José Daniel de Carvalho Montenegro (1878-1888)

Nascido em Louzã, Bispado de Coimbra, Portugal em 30 de abril de 1827, filho do Dr. Sebastião José de Carvalho e de Maria Carolina de Sousa. Formou-se em teologia pela Universidade de Coimbra em 1851, e, por seu exímio trabalho realizado na Igreja portuguesa recebeu do rei de Portugal o título de Capitão- Fidalgo da Casa Real Portuguesa e o agraciou com os hábitos de Cristo e da Conceição. Veio para o Brasil em 1870 e até 1873 foi habitante da cidade de São Paulo. Em 1873 veio para a Fazenda de Nova Louzã, de propriedade de seu irmão, o Comendador João Elisário de Carvalho Montenegro, onde serviu como capelão. Foi presidente do diretório de obras da Igreja Matriz, solicitando à Assembleia da Província verbas para a construção das sacristias e do antigo altar-mór. Era um abolicionista, absoluta e totalmente contra a escravidão, acobertou e ajudou na fuga de muitos escravos. Faleceu em 16 de junho de 1888 em Pinhal, está enterrado sob a nave da Igreja Matriz.

12- Padre Nicolau Bonifácio (1888-1889) – Pró-Pároco

Ficou à frente de nossa paróquia de 1888 a 1889, era italiano, natural de Rotunda. Chegou ao Brasil em 13 de janeiro de 1888. Trabalhou como coadjutor do Monsenhor Montenegro e recebeu provisão temporária durante alguns meses como Pró-Pároco. Permaneceu ainda como coadjutor até 1890. 

13- Padre Tertuliano Vilela de Castro (1889-1893)

O Padre Tertuliano Vilela de Castro era natural de Conceição dos Ouros – MG, ordenado diácono em 04 de junho de 1885 e sacerdote em 21 de fevereiro de 1886, tomou posse como pároco da Paróquia do Divino Espírito Santo e Nossa Senhora das Dores aos 13 de janeiro de 1889, cargo que ocupou até 1893, quando foi para a Paróquia de Itapetininga. Sobre sua saída de nossa paróquia, o Almanaque de Pinhal, do redator Pacheco Lessa, escreveu: “Tendo-se removido o Padre Tertuliano para Itapetininga, dado que este povo insiste em pedir fosse elle conservado aqui, pois o idolatrava e ainda é com saudade que recorda o seu nome”.

14- Padre João Evangelista Braga (1893)

Sendo ele em 1893 pároco de Mogi Mirim, ficou encarregado interinamente de chefiar a nossa paróquia durante alguns meses daquele ano. Nascido em Lapa – PR aos 17 de fevereiro de 1851 e ordenado sacerdote aos 08 de dezembro de 1875. Esteve à frente da Paróquia de Mogi Mirim entre 1892 e 1896. Passou seus últimos dias em Curitiba, onde faleceu em 1913.

15- Cônego Augusto Leão Quartim (1893)

Apesar de ter sido nomeado pároco, não há assentos de batizados, casamentos ou óbitos feitos pelo Cônego Augusto. Sabe-se que antes dele ter sido pároco de Pinhal esteve em Lorena e daqui seguiu para Guaratinguetá.

16- Padre Antônio Pereira Reimão Júnior (1893 – 1894)

Foi nomeado aos 26 de outubro de 1893 e tomou posse três dias depois. Era baiano, batizado em Lençóis – BA, filho de Antônio Pereira Reimão e Amélia Reimão, batizado em 23 de junho de 1865, sendo seus padrinhos o Cônego Lino da Silveira Gusmão e D. Albina Rosa Jasmin Reimão. Ordenado diácono aos 24 de abril de 1887 e presbítero aos 29 de julho 1888, foi o Padre Antônio que terminou a obra do interior da Igreja Matriz que havia sido iniciada pelo Monsenhor Montenegro. Foi Cônego Catedrático do Cabido Diocesano da Diocese de São Paulo, onde recebeu o título de Monsenhor Protonotário Apostólico. Em 1908, depois de ter permanecido um ano como pároco da então Igreja Matriz de Amparo –SP, seguiu para a Diocese de Campinas, da qual foi seu primeiro arcediago, primeiro vigário-geral, além de ser o pároco da Paróquia da Imaculada Conceição quando da criação da referida Diocese de Campinas, sendo, portanto, o primeiro cura da catedral. Faleceu em Campinas em 17 de maio de 1921, foi enterrado na catedral daquela cidade. Numa homenagem póstuma, a imprensa campineira o imortalizou: “Modelo de incondicional respeito à autoridade eclesiástica e fidelíssimo ao ministério sacerdotal”.

17- Frei Mansueto Barcatta de Val Floriana (1894)

Era um capuchinho italiano, coadjutor do Padre Antônio Pereira Reimão Júnior, e por delegação do mesmo foi pró-pároco em 1894. Foi o precursor do ensino da língua caingangue no Brasil, tendo livros sobre esse assunto publicados no início do século XX.

18- Padre João Paulo Roberto (1894 – 1898)

Nascido em Lorena – PR, onde foi batizado aos 14 de julho de 1853, filho de José Antônio de Aquino e Claudina Maria Cordeiro, tomou posse da Paróquia de Pinhal em 15 de abril de 1894. O Padre João Paulo Roberto foi muito importante tanto para a história de nossa paróquia quanto para a história de nossa cidade. Foi ele o construtor da torre e das admiráveis molduras que circundam a Igreja Matriz. Teve como seu coroinha o jovem Sebastião Leme da Silveira Cyntra, e percebendo sua vocação sacerdotal, enviou-o para o seminário e junto do Coronel Amando de Almeida Vergueiro custeou seus estudos. Padre João Paulo Roberto, foi, portanto, o homem responsável por encaminhar Cardeal Leme para o seminário.  

19- Cônego Nunzio Greccro (1898 – 1903)

O italiano Núnzio Grecco foi ordenado em Nápoles, na Itália em 1862. Antes de Pinhal, passou pelas cidades de Franca (1875 a 1876), Itapira (1877), Ribeirão Preto (1877 a 1890), Jaboticabal (1890 a 1897), Avaré (1897) e Casa Branca (1897 a 1898). Foi o Cônego Núnzio Grecco que presidiu as exéquias da Baronesa de Motta Pais, acompanhando, como era costume na época, o cortejo fúnebre da Igreja Matriz até o Cemitério Municipal. Seguiu para Jaboticabal em 1903, onde permaneceu durante alguns anos. Faleceu em 1916, foi sepultado no Cemitério Municipal de Espírito Santo do Pinhal.  

20- Cônego Virgílio Morato Gentil de Andrade (1903-1906)

Natural de Santa Maria da Serra – SP, batizado aos 19 de janeiro de 1873, filho de Luís Morato Gentil de Andrade e Francisca Morato de Barros, foi nosso pároco entre 1903 e 1906. Ordenado na Igreja de São Sulpício, em Paris, em 01 de junho de 1901. Antes de chegar em Pinhal esteve em Cambucí – SP e Piracicaba – SP, exercendo o cargo de pároco nessas cidades. Depois dos aproximados três anos de sua passagem por Pinhal foi removido para São Paulo, como pároco da Consolação. Uma carta que o Cônego Virgílio escreveu ao então vigário-geral da Diocese de São Paulo relata que em 1905 hospedou-se na fazenda de Augusto Ribeiro um homem que se declarou como sendo Frade Emílio Coronini, mas este não tinha compostura nem de frade e nem de padre, o que levou o Cônego Virgílio a acionar a polícia e crer que aquele religioso era na verdade o famigerado Bodini, bandido procurado da época. O Cônego Virgílio estava certo, e graças a ele Bodini foi preso.

21- Monsenhor Guilherme Landell de Moura (1906 – 1924)

Nascido em 17 de junho de 1863 em Porto Alegre – RS, filho de Ignácio José Ferreira de Moura (descendente de portugueses) e de Sarah Marianna Landell de Moura (descendente de escoceses), era o sexto de quatorze irmãos. Em 1878 foi para Roma e matriculou-se, junto com seu irmão Roberto, no Colégio Pio Latino-Americano, onde se graduou teólogo e doutorou-se em Direito Canônico. Veio para Pinhal em 1906 para substituir o Cônego Virgílio Morato Gentil de Andrade, seu retrato foi posto na sacristia da nossa Igreja Matriz em 1907, quadro este que permanece até hoje em nosso acervo. Em 1914 o Papa Pio X o agraciou com o título de Monsenhor Camareiro de Sua Santidade. Foi o Monsenhor Guilherme que encomendou os quatro altares de madeira de lei à fábrica de móveis “A Soberana”, dos Irmãos Françoso.  Quando aconteceu a revolução de 1924, renunciando ao sacerdócio e unindo-se aos revoltosos, deixou o cargo de pároco, começou a andar armado com revólver e fuzil e, com um golpe, tomou posse da cidade, implantando em Pinhal o toque de recolher e outras medidas absurdas. Foi deposto três dias depois, quando do alto da escadaria da Igreja Matriz, conforme relato da freira pinhalense Ir. Germana de Sousa Pinto, bateu o pó da cidade de sua batina e jurou nunca mais pisar em Pinhal, tomou o carro e, seguindo para São Paulo sofreu um acidente, caiu do alto de um pontilhão que existia no caminho de Mogi Guaçú, quebrou as duas pernas, sendo obrigado a retornar alguns minutos depois do juramento. Após ser socorrido permaneceu o resto da vida em Pinhal, dedicou seus últimos quatro anos à oração e penitência. Faleceu ainda por sequelas do acidente em 24 de agosto de 1928 e foi sepultado no Cemitério Municipal de Pinhal.

22 – Monsenhor José Mendes (1924 – 1942)

O Monsenhor José Mendes nasceu em Ceará-Mirim em 13 de maio de 1886, filho de Joaquim Pacheco Mendes e de Maria de Araújo Mendes. Recebeu o sacramento da Ordem em 12 de novembro de 1911 em Natal – RN e naquele Estado serviu como vigário de algumas paróquias até 1922, quando foi para Duas Barras – RJ, onde permaneceu até o fim de 1924 quando seguiu para Brodowski. Seis meses depois veio para Pinhal, tomou posse como nosso pároco em 08 de junho de 1924. Em Pinhal Monsenhor José Mendes fez história, era muito querido por toda a população, sendo lembrado como um excelente pastor de ovelhas. Em 1929 encomendou do arquiteto pinhalense José Costa a reforma interior e exterior da Igreja Matriz, que começou em 1930. Monsenhor Mendes foi o autor da cúpula, dos altares laterais, das molduras que enfeitam o interior da igreja, da atual sacristia, das imagens que circundam o exterior do templo. Enriqueceu o acervo sacro paroquial com paramentos, livros, imagens, etc. Contava a D. Hebe Sucupira que o Monsenhor Mendes tinha um canário adestrado que levava o nome de Chico, e que nos cafés da manhã e da tarde o Chico pousava na mesa para aproveitar o farelo do pão do Monsenhor Mendes. Depois de dois meses doente, faleceu em 22 de maio de 1942, foi enterrado no Cemitério Municipal de Pinhal. Sua memória, importantíssima para a história de nossa paróquia, foi eternizada pelo seu busto, instalado à esquerda do átrio da igreja que ele amou.

22 – Monsenhor José Jerônimo Balbino Fuccioli (1942 – 1980)

Aos 10 de setembro de 1910, nasceu, em Aiuruoca – MG o Monsenhor José Jerônimo Balbino Fuccioli. Filho de José Fuccioli e de Izolina Fuccioli, ambos italianos, tinha uma irmã mais nova de nome Antonieta. Sua mãe faleceu com 24 anos, enquanto o Monsenhor José e sua irmã ainda eram muito novos. Frequentando as tradicionais Semanas Santas de Aiuruoca, o Espírito Santo ascendeu no coração daquela criança o desejo de ser padre, assim, José foi para o Seminário Menor de Guaxupé onde completou grupo, ginásio e colegial. Cursou o Seminário Maior no Seminário Central do Ipiranga em São Paulo, onde recebeu a tonsura em 11 de março de 1934, ordens menores em 16 de Março de 1935, subdiaconato a 08 de março de 1936, e o diaconato a 15 de março de 1936. Foi ordenado na Catedral da Diocese de Ribeirão Preto por Dom Alberto José Gonçalves em 08 de dezembro de 1936, incardinando-se naquela diocese. Trabalhou no asilo da mendicidade de São João da Boa Vista como capelão, foi seu primeiro trabalho pastoral. Sendo enviado a Cristais Paulista, lá comemorou seu primeiro ano de ordenação sacerdotal com uma grande manifestação popular que o aplaudia na praça da igreja após a missa. Exercendo trabalho exemplar, foi enviado pelo bispo a Santa Rita do Passa-Quatro. Chegando na sua nova paróquia, considerou apagado o interior da Igreja Matriz e, por esse motivo, contratou o artista plástico Domenico De Rocco para decorà-la. Ainda adquiriu para a torre da igreja um relógio poli-facetado. Tanto a decoração interior como o relógio ainda permanecem na Igreja de Santa Rita. Quando faleceu o vigário da Paróquia do Divino Espírito Santo do Pinhal, Monsenhor José Mendes, o bispo de Ribeirão Preto, Dom Alberto José Gonçalves, indo para o velório, passou em Santa Rita do Passa-Quatro, tomou o então Padre José e seguiram para Espírito Santo do Pinhal. Quando na entrada da cidade o Padre José viu a Igreja Matriz e ficou admirado com sua beleza, o bispo disparou “Padre José, esta é a sua nova paróquia”. Tomou posse da Paróquia do Divino Espírito Santo e Nossa Senhora das Dores em 26 de julho de 1942, com uma grande carreata e foguetório que os pinhalenses prepararam para o jovem Padre José. Na década de 1940, vislumbrando Pinhal como a sede de um novo bispado, ergueu o Palácio Episcopal, casa que virou o Palacete Paroquial em decorrência da Sé ter ido para São João da Boa Vista. Recebeu em 10 de outubro de 1948, junto com o Padre João Ambrósio, o título de cônego, que foi concedido pelo Dom Manuel da Silveira d’Elboux, mais tarde seria feito Monsenhor José. Em 1950 encomendou os afrescos que estão pintados no interior da Igreja Matriz, angariando fundos para o pagamento deste serviço. Importantíssimo para Pinhal, aqui construiu o Colégio Divino Espírito Santo, o Edifício Monsenhor José, o Seminário dos Agostinianos Assuncionistas, conseguiu a criação da Faculdade de Direito e também da Escola Estadual Cardeal Leme. No início de 1975, Monsenhor José, sentindo-se debilitado, pediu ao bispo de São João da Boa Vista, Dom Tomás Vaquero, um padre para auxiliá-lo, pois Cônego João já estava com oitenta e seis anos e Padre Matheus Van Herkhuizen a.a. já havia morrido. O bispo, então, mandou para Monsenhor Fuccioli o então Padre Augusto Alves Ferreira, que cuidou dele em suas enfermidades e assumiu seu posto após sua morte. Morreu na Casa Paroquial em 30 de julho de 1980, vítima de cinco infartos, em decorrência da sua diabetes e do muito fumar. É considerado o maior orador sacro que já passou em nossa paróquia e a pessoa que mais batalhou pela evolução de Pinhal enquanto cidade.

23 – Monsenhor Augusto Alves Ferreira (1980 – atualidade)

Augusto nasceu em Divinolândia, interior do estado de São Paulo, filho de José Alves Ferreira e Amélia de Paiva Ferreira. Para ajudar a família, trabalhou em armazéns de batata, fazendo caixas de batata. Desde pequeno Augusto se mostrou muito inteligente, e terminando os estudos em Divinolândia, foi estudar em São José do Rio Pardo, onde fez os seus estudos ginasiais. Quando terminou o ginásio, se espelhando no então padre de Divinolândia seguiu para o Seminário Menor de Brodowski, onde fez o colegial. Terminado o colegial, fez os cursos de teologia e filosofia no Seminário Central do Ipiranga, em São Paulo, e se ordenou padre em 17 de dezembro de 1972. Logo após a sua ordenação, foi, por um ano, reitor do mesmo Seminário Central do Ipiranga, onde havia estudado. A pedido de seu bispo, Dom Tomás Vaquero, seguiu para Mococa, onde foi vigário paroquial da Paróquia de São Sebastião, e logo depois a pedido de Monsenhor José Fuccioli veio para Pinhal, chegando em 1975, onde está até os dias atuais. No ano de 1976, foi para St. Louis, nos Estados Unidos, onde cursou e se graduou em psicologia pastoral pela universidade daquela cidade. O então Padre Augusto prestou à Igreja de Nossa Senhora da Imaculada Conceição, na cidade de Columbia, Estado de Illinois, serviços de entalhe e decoração, inclusive de um arco com esculturas representando os Sete Sacramentos e uma imagem de Pentecostes em tamanho natural, trabalhos estes que podem ser encontrados até hoje naquela igreja. Retornando a Espírito Santo do Pinhal, cuidou de Monsenhor Fuccioli como se ele fosse seu pai, e quando este foi chamado à plenitude em 30 de julho de 1980, Padre Augusto assumiu a Paróquia do Divino Espírito Santo e Nossa Senhora das Dores, e é nosso pároco desde então. Foi agraciado pelo Papa João Paulo II com o título de Monsenhor Capelão de Sua Santidade em 9 de novembro de 1991.

FONTE PRINCIPAL: Obra “Divino Espírito Santo e Nossa Senhora das Dores”, de autoria de Roberto Vasconcellos Martins.

CORREÇÃO DE TEXTO:  Prof.ª Ana Maria Vieira Ribeiro.

Matheus Moraes Di Stefani

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